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Inovação/ Brasil amplia coleta de dados climáticos na Antártica




Quem não estranhou esse verão no Brasil, que desculpe. Porém, a cada dia se faz mais necessário informações quanto às mudanças climáticas, tanto pelo viés do conhecimento

como na prevenção de catástrofes. Dados do clima que o equipamento brasileiro, Criosfera 2, instalado na Antártica, recolhe a partir desse mês com exclusividade.


O pesquisador Jefferson Simões, que lidera a maior expedição brasileira ao continente gelado, explica a relevância da ativação desse módulo científico: “Ele liga-se a uma rede de dados ambientais entre a Amazônia e a Antártica, importante para investigar as origens e a intensificação de eventos extremos de precipitação, ondas de calor e frio e estiagens no atual cenário de mudanças climáticas”, descreve.


Criosfera 2

De tecnologia brasileira e totalmente automatizado, o equipamento é abastecido através de energia solar e eólica. Ele também transmite informações quanto à concentração de dióxido de carbono, o principal gás de efeito estufa.


O local de instalação está a cerca de 2 mil quilômetros ao sul da Estação Antártica Comandante Ferraz, ao sul do Mar de Weddell. Com vista para a montanha mais alta da Antártica, o módulo deve resistir a até 40 graus negativos durante o inverno.


De acordo com o pesquisador, a escolha do local tem explicação. É a partir dessa região que as massas de ar frio provenientes do platô polar abastecem no inverno o mar de Weddell, no oceano Austral, e são responsáveis pela intensificação de eventos extremos e ondas de frio no Sul do Brasil.


A expedição

Para a instalação do Criosfera 2 uma equipe de 12 pesquisadores, divididos em três grupos, ficaram acampados até o final de janeiro de 2023 no interior da Antártica. Entre a geleira da Ilha Pine, no módulo Criosfera 1 e no local onde será instalado o módulo Criosfera 2. São quase 700km de distância entre eles.


Para a coordenadora geral de Oceano, Antártica e Geociências do MCTI, Karen Cope, “A instalação do Criosfera 2 é um dos significativos resultados alcançados pelo Programa Ciência Antártica do MCTI. Investimos para manter nossa infraestrutura tecnológica de ponta, permitindo uma pesquisa que avance na fronteira do conhecimento”.


A operação foi financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).




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