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Inovação/ Hoje o Lavarroz seria uma startup



É comum associar inovação com o universo digital. Mas a inovação que funciona, ultrapassa bytes, gigas e theras, ela apresenta soluções para problemas reais e cotidianos. Assim, falarmos da invenção de Therezinha Beatriz Alves de Andrade Zorowich é muito bacana: o lavador de arroz. Porque exemplifica que a inovação faz parte do nosso dia-a-dia.

Parece simples. E realmente é. A história começa quando a jornada dupla da dentista Therezinha ainda tinha os afazeres domésticos depois de um dia no consultório. Isso na década de 1950, na capital paulista. Todos os dias aquele processo chato de lavar arroz com dois objetos, mais louça na pia, o ralo entupido e o desperdício de grãos. Cansada disso, pensou num suporte que facilitaria sua vida na cozinha. E facilita ainda hoje!


Ideia Inovadora

Elaborou um único objeto onde pudesse lavar o arroz, legumes ou frutas, e escorrer a água de forma prática e higiênica, sem perder um único grão de arroz. Mostrou ao esposo que gostou da ideia. Juntos fizeram um protótipo e patentearam o produto em 1958. Estavam empolgados!

Porém a produção do utensílio se mostrou além das finanças do casal. Procurando parceria, foram recusados pela Indústria Atma (1950 - 1994) de objetos plásticos. Daí o entusiasmo foi para a gaveta junto com o projeto.


Cerca de um ano depois, numa conversa de família com o primo de sua mãe, uma luz reacendeu. Pois o parente era Eduardo Rossi, secretário da FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que achou a ideia inovadora. Assim, retomaram o processo de apresentar o lavador de arroz a outros possíveis fabricantes.

Produto Replicável e Escalável

Diversas conversas, negociações e ajustes no produto depois, o “lavarroz” começou a ser produzido pela Trol S.A. Indústria e Comércio (1960 - 1993). Uma vez que o plástico fosse injetado no molde, o produto passou a ser replicável ao infinito. E foi um sucesso total!

O retorno financeiro do objeto se mostrou escalável. Houve filas nos magazines em todo o país. Chegou a ser o produto mais vendido de acordo com a ABRAS - Associação Brasileira de Supermercados do ano de 1961.

A venda e distribuição cabia à Trol, Therezinha recebia 10% sobre a venda líquida (tirando os valores de produção, transporte e outros) e teve direito sobre a patente até 1978, recebendo os royalties sobre seu invento por 17 anos.

Por que o Lavarroz seria uma startup?

Startup é um modelo de negócio que precisa ser inovador, replicável e escalável. O que certamente o lavador de arroz foi em sua época. Uma ideia de produto físico hoje envolve custos diferentes em relação àqueles de quase 70 anos atrás. No entanto, não é impossível. Mas atenção quanto ao registro de patentes.

Diferente de décadas atrás, hoje o processo de patentear uma ideia de produto ou serviço, devem seguir outros caminhos para assegurar que o seu produto é único. Inclusive produtos digitais, não necessariamente físicos.


Por isso que o CITeB irá sediar em junho a edição do SW Biguaçu, um evento onde todas as pessoas com boas ideias poderão transformá-las em negócios em apenas 3 dias. É o momento ideal de tirar dúvidas com especialistas, trocar ideias com pessoas que tenham experiência ou simplesmente estar presente porque quer aprender e transformar sua realidade.

Sobre a inventora

Engana-se quem pensa que Therezinha parou por aí. Ela patenteou outros utensílios domésticos e do universo odontológico. Também é autora de estudos sobre saúde pública no Brasil. Continua na ativa como presidente do IDEMEDS - Instituto Brasileiro de Defesa dos Médicos, Dentistas e Sociedade, o qual fundou em 1996.

SW Biguaçu

Dias 16, 17 e 18 de junho

Onde: Na sede do CITeB

Mais: @swbiguacu




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