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Inovação: Metaverso público ou privado?


(Imagem de fxquadro no Freepik)


Faça sua aposta: o futuro do metaverso será público ou privado? Embora os noticiários prefiram falar dos aportes feitos por grandes nomes da tecnologia no futuro do universo digital, empreendedores e profissionais de TI estão envolvidos há anos com a construção de um metaverso público, ou seja, que não seja controlado por nenhuma marca.


Contudo essa questão está demorando a ganhar força, mesmo depois do lançamento das “Sete Regras do Metaverso” publicado nas comunidades e sites especializados, tendo Tony Parisi como principal defensor. Porém, a questão começa a esquentar depois que Zuckerberg publicou em fevereiro deste ano, um comunicado quanto ao lançamento de periféricos exclusivos para o seu metaverso ao longo de 2023. E por quê?


Quem é Tony Parisi

Primeiro é importante apresentar Tony Parisi para quem não o conhece. Ele é “o” cara quando se fala em realidade virtual e metaverso. Ele é o co-criador da linguagem VRML (Virtual Reality Modeling Language) estrutura base de realidade virtual, além de participar da criação do formato gITF (Graphics Language Transmission Format) usado nos modelos 3D na web e aplicativos. Além de empresário, programador, escritor, futurologista, músico e produtor de múltiplos projetos.


Em sua trajetória passou por diversas empresas, seja como colaborador ou palestrante, que estão envolvidas com o metaverso, como Microsoft, Netscape, Epic Games, Unity e até a Meta. Desde 2022 está como chefe de desenvolvimento de produto na Lamina 1 - startup em parceria com Neal Stephenson (criador do Snow Crash) e Peter Vessenes (um dos pioneiros em crypto) - que promete brigar com os grandes por um metaverso open-source.


Privado x Público

De acordo com artigo do portal Innovation & Tech Today, a intenção dos periféricos de Zuckerberg é o próximo passo na diretriz de criar “o metaverso”. Um único metaverso. Sem concorrências e menos ainda de código aberto. Essa é a preocupação dos especialistas.


Parisi, que passou a maior parte de sua carreira de mais de trinta anos trabalhando no Metaverso, perseguindo um sonho de mundos virtuais abertos a todos e não controlados por grandes corporações, é uma bússola diante do que está acontecendo.


A startup Lamina1 é membro fundadora do Metaverse Standards Forum, um movimento mais amplo da indústria em direção a padrões abertos para o Metaverso. “Este grupo inclui gigantes da tecnologia como Microsoft, Unity, Epic e sim, até Meta – uma indicação de que a maré pode estar mudando em termos de cooperação industrial, com base na percepção de que nenhuma empresa pode fazer isso sozinha para construir o Metaverso”, diz o artigo.


No seu manifesto das 7 Regras, Parisi escreveu “Embora o entusiasmo seja contagioso, e este deveria ser um momento de alegria – afinal, estamos à beira de algo verdadeiramente transformador – é aconselhável moderar as expectativas e baixar as temperaturas.” O que é verdade. Mas onde há fumaça há fogo. A dica é ficar de olho.




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